segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mais um Goiás X Vila

Eu e a dona esposa sempre damos voltas de bicicleta nas proximidades do nosso setor. Uma das melhores opções de passeio é a Praça do Violeiro no setor Urias Magalhães em Goiânia.

Aos finais de semana a praça é muito frequentada por famílias da região. No domingo, dia 24 de abril, a mesma estava lotada de famílias que provavelmente não tinham viajado no feriado da semana santa. Por acaso também era dia do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Goiano 2011, Goiás e Vila.

Com a praça cheia de famílias e muitas crianças, as torcidas do Goiás e Vila Nova entram em confronto. Acuados, torcedores do Goiás correram em direção a sanduicheria em que estávamos. Presenciamos ao espancamento de um garoto que aparentava ter uns 12 anos e que fazia parte de alguma das torcidas. Continuam correndo atrás dos torcedores do Goiás que desta vez adentraram uma farmácia. Lá o quebra pau foi a base dos produtos da perfumaria.

Ali estávamos e não pude fazer nada a não ser protegê-la, com meu corpo, das imensas pedras que voavam de todas as direções. Não sei explicar como não levamos pedradas. Mães tendo que correr com filhos no colo para se safar das pedras. Cena horrorosa.

No momento do acontecimento, havia uma viatura da polícia militar a uns 200 metros da praça, na avenida Francisco Magalhães, e de forma inexplicável, não viram o que estava acontecendo. Tinham mais de 3 pessoas próximas a nós que estavam ligando desesperadamente para o 190. Por volta de 15 minutos depois do início de tudo, estávamos saindo do local e nada de viatura. Com 20 minutos apareceram duas viaturas que não eram da PM. Pareciam ser da polícia civil, mas eles não lidam com esse tipo de ocorrência. Ficaram dando voltas ao redor da praça no estilo em que a Rotam fazia. Não abordaram ninguém.

Nessa avenida, a Francisco Magalhães, existem pelo o menos umas duas pizzarias e outros bares que servem “espetinho”. Uma viatura parada em frente a uma pizzaria e/ou espetinho, é de agrado a muita gente, já que sempre passam segurança aos fregueses, certo?

Todo o dia, desde então, me pergunto sobre como é feita a comunicação de ocorrência à uma viatura. Estavam a uns 200 metros de distância da praça, fazendo segurança de pizzaria e não viram o que estava acontecendo e nem foram alertados.

Nunca vi uma viatura da Rotam parada em estabelecimento algum se não fosse um caso de ocorrência. Nunca vi viatura alguma da Rotam parada em estabelecimento algum comendo pizza ou espetinho.

Dizem que “quando o gato sai os ratos fazem a festa”.

Nesse domingo, 1/05, a história se repete por toda Goiânia. Brigas em praças e terminais de ônibus. Só pode ser um... Goiás e Vila.

Se a postura da PM de Goiás é de deixar os torcedores se matarem, é louvável. Ninguém se importa. Cada um faz o que bem entender com seu corpo. Se quer se matar, whatever. Porém, essas brigas não acontecem em campos de batalha, acontecem onde há presença de pessoas que não têm nada a ver com isso.

Meu desejo era que isso acontecesse. Se as torcidas organizadas se gladiassem em campos de batalha, logo logo as famílias poderiam voltar aos estádios, já que o perigo já teria se auto exterminado em outro local.

Ressalto novamente, nunca vi viaturas da Rotam paradas em frente a estabelecimentos comendo espetinhos ou pizza. Eles se impunham e eram respeitados.

Como se respeita policiais gordos comendo pizza e espetinhos a 200 metros de distância das brigas de torcidas apedrejando crianças e depredando comércios?

Já que a violência de fato é tão fascinante, fica ai um gostinho do que foi o pós jogo:

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