terça-feira, 17 de maio de 2011

Bare knuckle / Streets of Rage

Em 1996 consegui convencer meu pai de que o tal videogame não estragava televisão. Argumentei que o mesmo funcionava da mesma forma que um videocassete. Bingo!

Saímos para comprar o videogame e acabei optando por um Mega Drive Megavision. O vendedor - malandro que só ele - nos disse que, além dos cartuchos proprietários, o tal console suportava os cartuchos do Mega Drive, do Master System via adaptador, e vejam só, Super Nintendo. Não tinha como não comprar esse!

Ao chegar em casa fiquei por umas duas horas jogando Magic Girl, o único jogo que veio com o videogame. Depois fui à casa de um primo e peguei um cartucho de seu Super Nintendo emprestado para testar no meu Megavision. Não encaixava. Por fim descobri que só rodava mesmo eram cartuchos do Mega Drive e Master System.

Passada a frustração, que por sinal foi bem rápida, dei um jeito de comprar alguns e locar muitos jogos. Nessa época o Mega Drive já tinha perdido praticamente todo seu terreno para o Super Nintendo, o que fez com que os preços dos jogos e locações ficassem baratos.

Comprei um jogo chamado Bare Knuckle (na versão japonesa), mais conhecido por seu nome da versão em inglês Streets of Rage, vulgo “Briga de rua” para as crianças da época. Cansei de jogar nos vários níveis de dificuldade disponíveis. O cartucho deve estar em alguma gaveta aqui em casa ou se perdeu na mudança que fiz quando me casei.

Já era para o Joseph! - Clique para ampliar

O que me fez lembrar tudo isso foi o Remake do Strees of Rage que baixei há um mês. Ficou tão bom que me vi obrigado a comprar um joystick para jogar com propriedade. É só alegria!

Além do maior número de protagonistas para escolher, o jogo também ganhou mais levels e diversas opções de caminhos durante todo percurso.

Baixe aqui, o remake é freeware!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eixo Anhanguera

Ah, o que seria da vida sem o hyperlink? Não sei e não consigo imaginar. Então vamos usar.

Vi no Goiânia Rock News, que por sua vez linka o nonanuvem filmes, um documentário sobre o Eixo Anhanguera - Goiânia - rodado em 2010 com duração de 18 minutos chamado eixo.

Para quem não sabe, o Eixo Anhanguera corta toda Goiânia de leste a oeste, percorrendo cerca de 14 quilômetros. Também, para quem não sabe, é o meio de transporte oficial dos Morlocks. E para não começarem a me taxar disso ou daquilo, sim, utilizei essa linha durante muito tempo, sei do que estou dizendo.

Aos 03min46s de filme detectei a mutação da mutação, um morlock - que parece ser do sexo feminino - foi convertido. Tornou-se religiosa fanática. Isso não pode ser bom. Mas é a prova que os humanos estão tolerando suas mutações. O professor Xavier ficaria feliz!

Tirando a palhaçada de lado, trata-se de um ótimo doc (para os íntimos)  que teve seu roteiro premiado no V Festicine Goiânia e exibições em diversos festivais de cinema.

Me fez lembrar o tempo que ficava acordado até tarde para ver o programa Zoom na TV Cultura. Já mudaram tanto o horário desse programa que já não sei mais quando passa.

Dá uma olhada ai no eixo:

terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama bin Laden is dead

Lembro-me como se fosse hoje do dia 11 de setembro de 2001. Naquela manhã não tive aula, acabava de chegar da escola e liguei a televisão - como de costume - e vi dois prédios, um deles em chamas.

http://www.ohiohistory.org
Aquela cena foi chocante, mas fiquei chocado mesmo foi com a maquiagem do Carlos Nascimento. O cara estava com uma olheira fantástica por conta da correria do ocorrido. De repente o outro avião literalmente entra na torre sul do World Trade Center. Fiquei assustado e ao mesmo tempo maravilhado com aquilo.

Naquela data eu tinha 17 anos, e como muitos, era o famoso adolescente rebelde sem causa. Imagino que minha idade alimentava o que estava sentindo.

Todas pessoas que conhecia na época estavam na escola. O imperialismo americano sendo riscado dentro do seu próprio país e eu não tinha ninguém com quem compartilhar... ah meus 17 anos.

Tinha mudado de colégio no segundo semestre daquele ano, portanto não tinha intimidade com ninguém dessa nova escola. Obviamente todos da outra estavam em aula.

A primeira reação que tive foi ligar o computador e abrir o ICQ e o Messenger ao mesmo tempo para falar com alguém. Ninguém estava lá.

A segunda reação foi ligar para meus pais e informar o acontecido. Liguei, e a resposta foi “Nossa hein... que coisa...”. O mundo estava passando por um mega acontecimento e meus pais não se importavam.

A próxima pessoa que poderia ser informada seria minha irmã, mas ela não tinha celular. Pensei em ligar para minha namorada na outra escola, porém imaginei reação idêntica a dos meus pais, logo não liguei.

Fiquei ali parado em pé em frente à tv com um sentimento de euforia misturado à angustia.

Já ontem à noite, enquanto escrevia sobre a barbárie do jogo de domingo, percebi um tweet com os dizeres “CNN – Osama bin Laden is dead”. Sem perder tempo algum apanhei o controle da tv do meu lado e mudei para a CNN e estava lá: “Breaking News: Osama bin Laden is dead”. O cafofo do Osama caiu, está morto.

O âncora na CNN estava lá dizendo que uma fonte confiável confirmava a morte do Osama, um de seus filhos e mais alguém. Falavam ainda que o Obama/Osama/Obama (eu não ia perder essa =p) faria um pronunciamento em aproximadamente de 25 minutos

Um sentimento parecido ao de 11 de setembro de 2001 veio à tona. Porém sem entusiasmo. Mas a diferença quanto a quem compartilhar a informação foi completamente discrepante. Para começar fiquei sabendo na notícia via twitter. Mesmo com meu inglês pífio, corri para o canal afim de buscar a notícia na fonte. Por fim, toda a repercussão da notícia no twitter fez com que todos pudessem, de alguma forma,  falar sobre aquilo.

Diferente de 2001, não procurei o ICQ nem o Messenger. Estava tudo no twitter. Não precisei acordar minha esposa para contar o acontecido, já que a euforia já tinha se esvaido na minha timeline.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mais um Goiás X Vila

Eu e a dona esposa sempre damos voltas de bicicleta nas proximidades do nosso setor. Uma das melhores opções de passeio é a Praça do Violeiro no setor Urias Magalhães em Goiânia.

Aos finais de semana a praça é muito frequentada por famílias da região. No domingo, dia 24 de abril, a mesma estava lotada de famílias que provavelmente não tinham viajado no feriado da semana santa. Por acaso também era dia do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Goiano 2011, Goiás e Vila.

Com a praça cheia de famílias e muitas crianças, as torcidas do Goiás e Vila Nova entram em confronto. Acuados, torcedores do Goiás correram em direção a sanduicheria em que estávamos. Presenciamos ao espancamento de um garoto que aparentava ter uns 12 anos e que fazia parte de alguma das torcidas. Continuam correndo atrás dos torcedores do Goiás que desta vez adentraram uma farmácia. Lá o quebra pau foi a base dos produtos da perfumaria.

Ali estávamos e não pude fazer nada a não ser protegê-la, com meu corpo, das imensas pedras que voavam de todas as direções. Não sei explicar como não levamos pedradas. Mães tendo que correr com filhos no colo para se safar das pedras. Cena horrorosa.

No momento do acontecimento, havia uma viatura da polícia militar a uns 200 metros da praça, na avenida Francisco Magalhães, e de forma inexplicável, não viram o que estava acontecendo. Tinham mais de 3 pessoas próximas a nós que estavam ligando desesperadamente para o 190. Por volta de 15 minutos depois do início de tudo, estávamos saindo do local e nada de viatura. Com 20 minutos apareceram duas viaturas que não eram da PM. Pareciam ser da polícia civil, mas eles não lidam com esse tipo de ocorrência. Ficaram dando voltas ao redor da praça no estilo em que a Rotam fazia. Não abordaram ninguém.

Nessa avenida, a Francisco Magalhães, existem pelo o menos umas duas pizzarias e outros bares que servem “espetinho”. Uma viatura parada em frente a uma pizzaria e/ou espetinho, é de agrado a muita gente, já que sempre passam segurança aos fregueses, certo?

Todo o dia, desde então, me pergunto sobre como é feita a comunicação de ocorrência à uma viatura. Estavam a uns 200 metros de distância da praça, fazendo segurança de pizzaria e não viram o que estava acontecendo e nem foram alertados.

Nunca vi uma viatura da Rotam parada em estabelecimento algum se não fosse um caso de ocorrência. Nunca vi viatura alguma da Rotam parada em estabelecimento algum comendo pizza ou espetinho.

Dizem que “quando o gato sai os ratos fazem a festa”.

Nesse domingo, 1/05, a história se repete por toda Goiânia. Brigas em praças e terminais de ônibus. Só pode ser um... Goiás e Vila.

Se a postura da PM de Goiás é de deixar os torcedores se matarem, é louvável. Ninguém se importa. Cada um faz o que bem entender com seu corpo. Se quer se matar, whatever. Porém, essas brigas não acontecem em campos de batalha, acontecem onde há presença de pessoas que não têm nada a ver com isso.

Meu desejo era que isso acontecesse. Se as torcidas organizadas se gladiassem em campos de batalha, logo logo as famílias poderiam voltar aos estádios, já que o perigo já teria se auto exterminado em outro local.

Ressalto novamente, nunca vi viaturas da Rotam paradas em frente a estabelecimentos comendo espetinhos ou pizza. Eles se impunham e eram respeitados.

Como se respeita policiais gordos comendo pizza e espetinhos a 200 metros de distância das brigas de torcidas apedrejando crianças e depredando comércios?

Já que a violência de fato é tão fascinante, fica ai um gostinho do que foi o pós jogo: