Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Hipermercado

Ah, o Hipermercado. (imaginem isso na voz daquele narrador do desenho do Pateta)

Lugar onde você encontra gente de todo o tipo. Pessoas procurando saciar seus desejos/necessidades etc. e etc. Onde tem tanta gente assim, é claro que há os malandros e oportunistas. Deparei-me com um desses exemplares nessa quinta à noite no Walmart da avenida Independência - Goiânia.

Depois que fizemos uma breve compra, coisa pouca, pouco até mesmo para o casal que somos, fui para a fila normal. Não tentei aquela que dizem ser rápida, para quantidades menores que 30 produtos.
Esperei na fila durante uns 15 minutos pacientemente, sem problemas, afinal era uma quinta-feira à noite no final do mês.

Quando chega a minha vez de passar os produtos pelo caixa, aparece-me uma moça, aparentando uns 16 ou 17 anos, acompanhado de um indivíduo que não sei dizer se era um homem ou mulher, ou mesmo se era um ser humano.

- Moço, deixa eu passar só esse sabonete por favor?

Ela disse isso com um sorriso malandro no rosto.
Todo o período de espera na fila passou em minha mente como num filme acelerado. Quem faz esse tipo de pergunta nunca espera um não, pensei. Disse:

- Não.

Ela saiu e falou alguma coisa durante o processo.
Ao meu lado, minha esposa olhou-me com aquela cara, condenando-me. Perguntou o porquê de eu não ter deixado a moça passar seu único produto, o mísero sabonete.
Respondi que tinha ficado na fila durante muito tempo e que a moça estava sendo muito malandra em procurar exatamente a fila em que eu estava para tentar burlar essa tão corriqueira convenção social.
Ela então me disse que a moça estava grávida.

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Ok, voltemos as convenções sociais.
Eu, antes de pensar em me casar, nunca tinha reparado que pessoas com alianças na mão esquerda - mais precisamente no 4º quirodáctilo, ou anelar, ou seu vizinho - eram casadas. Um dado muito relevante é que, eu, mesmo hoje usando uma aliança, não sei diferenciar esse artefato de um anel. Ou seja, muito menos saberia então que, uma pessoa com o mesmo adorno na mão direita, mais precisamente no 4º quirodáctilo, ou anelar, ou seu vizinho, está noiva.

Outro fato interessante é que a nomenclatura quirodáctilo, anelar, ou seu vizinho é relativa a idade e/ou conhecimento. Se me perguntassem o que é um "Quirodactilo" antes dessa postagem, eu responderia sem dúvida alguma que tinha sido um dinossauro.
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Voltando a moça da fila.
Quando minha esposa me disse que a moça estava grávida, já estávamos descendo a escada rolante. Retruquei-a dizendo que os caixas preferenciais estavam imediatamente ao lado e que não tinham mais que duas pessoas na fila.

Outra coisa que também considero complicado de deduzir, muitas das vezes, é quando uma mulher está grávida ou bem gordinha.

Só depois foi que consegui compreender o por que do rapaz deficiente auditivo ter deixado o que estava fazendo, empacotando nossas compras. Imagino que ele tenha ficado horrorizado com minha atitude.

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Champignon fedegoso


Tempos atrás no serviço, nos dias em que era servida a tal carne de panela, eu dava um jeito de ir a algum restaurante nas proximidades para almoçar. Sim, o almoço no meu emprego é de graça. O tempo foi passando e reparei que, quando não comia no serviço, meu dia era mais produtivo, livre de dores de cabeça ou algum tipo de mal-estar. Desde então, tenho evitado ao máximo almoçar por lá.

Um belo dia, ao retornar do meu almoço, uma colega de sala me apresenta algo, que inicialmente não consegui identificar. Ao me aproximar daquilo em sua mão, percebo que é um cogumelo estranho e com um terrível odor.


- Olha só Rodrigo!

- O que é isso?

- Olha aqui o que fulano de tal (fulano de tal é um dos cozinheiros) achou dentro do armário da cozinha.

- Que fedor é esse minha nossa!

- Pois é.

- Que almoço sofisticado vocês agora têm hein. Champignon... Não me diga que o cozinheiro é francês?!


(Clique na imagem para ampliar)

Um belo e fedegoso cogumelo com uma cor estranha.

Só sei que depois disso levei para o serviço, um mini forno, para poder esquentar algo que trago de casa para comer lá, ou mesmo para comprar uma lasanha lá perto do serviço e comer na hora do almoço. Está ficando difícil vir para casa almoçar todos os dias. Quando vou de moto é mais tranquilo, o gasto da gasolina é bastante reduzido. Mas quando vou com o carro da esposa, mesmo sendo bicombustível e motor 1.0, não dá.

O forninho está quebrando um galho danado. Se trata de um presente repetido de casamento. Para esse encontrei utilidade, mas para outros dois não estamos encontrando. Um liquidificador e uma batedeira, ambos Walita. Alguém ai se interessa?

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

"Tá amarrado em nome do" judeu!


Vou lhes dizer, oportunidades não faltam para seguir jesus , o problema é alcançar jesus.

Na tarde do dia 10 de março, parti rumo a Anápolis-GO, trajeto curto saindo de Goiânia, 50km. Motivo: Minha esposa me consegue tropeçar e perder a unha do dedão esquerdo, e solicita socorro para voltar para casa sem se machucar ainda mais.

Eis que na estrada deparo-me com o cara. Sim, ele, o judeu. Todo de branco, braços abertos como de costume. O que não era de costumeiro era sua situação, estava amarrado na carretinha de um Volkswagen Quantum.

Eu, agnóstico que sou, pus-me a correr atrás do judeu, assim como os romanos fizeram, mas o fim era outro. Corri atrás de jesus como um fã atrás de seu ídolo, mas foi difícil. Tantas dúvidas que poderiam ser solucionadas ali mesmo, na estrada. Quem sabe até uma conversão, imaginem, eu pregando em nome do judeu, tipo aqueles loucos que ficam por ai nos pontos de ônibus ou demais locais de grande aglomeração, chamando a todos de "meus queridos".

Corri, corri e corri, mas não teve jeito, jesus foi mais rápido. Cravei 140 Km/h, mesmo assim não foi suficiente. Temia por minha vida na perseguição a jesus, pois chovia naquela tarde. Nada parecido com um dilúvio, mas chovia e daquela forma poderia comprometer minha integridade. Talvez jesus quisesse isso, me transformar em um santo protetor dos viajantes (com toda certeza do mundo já deve existir um), mas não pude me desligar das questões físicas que envolviam todo o processo. Um carro em tal velocidade em uma pista molhada é muito risco, ao menos para mim.

Quando já alcançávamos a cidade de Teresópolis, imaginei que jesus reduziria a velocidade, permitindo-me pelo o menos ficar a seu lado, mas não, não fui digno de tal feito. Jesus me abandonou.

Isso foi o mais próximo que consegui chegar do judeu:


"Tá amarrado em nome" do judeu!
(clique na imagem para ampliar)

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Nomes e Marcas

No caminho de ida e volta do serviço, no tempo em que eu o fazia de ônibus, observava as famigeradas faixadas das lojas da avenida Bernardo Sayão aqui em Goiânia. Vivia relatando no blog os nomes mais escrotos daquela avenida. Numa recente passada por lá, novamente de ônibus, pude verificar que houve mudança na consciência dos "empresários" daquele pólo atacadista/varejista de vestuário. Imagino que, por orientação da prefeitura, não estão fazendo mais faixadas que quase alcançavam a rua, de tão chamativas, bregas e brilhosas que eram.

Quando estava comprando o material para reforma da casa, observei um nome, um tanto estranho, de uma empresa especializada portas e produtos do gênero. Tratava-se de uma porta, e olhem só o nome da empresa:


Não resisti, tirei essa foto na loja. FUCKSA. Na logo eu consegui ver uma distância maior entre as fontes de forma a deixar separado FUCK de SA. Mas para não dizer que estou sendo malicioso, entrei no sítio da empresa e me certifiquei que o nome é de fato FUCKSA.

Imaginem só o slogam (não tem como não pensar nisso) Fuck Sa, a 60 anos fu...
 
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